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Câncer Anal

 

O ânus apenas raramente é acometido por câncer. Como a maioria dos tumores malignos, o câncer anal possui boas chances de cura quando diagnosticado nos estágios iniciais. O tumor na parte externa do ânus é mais comum em homens. Entre as mulheres, é mais comum na parte interna (canal anal). Muitas tumorações encontradas na área da pele com pêlo ao redor do ânus são, na verdade, tumores da pele e não cânceres anais.

Deve-se procurar um médico na presença de um ou mais dos seguintes sintomas: sangramento retal (mesmo em pequena quantidade), dor ou sensação de pressão ao redor do ânus, coceira ou secreções incomuns no ânus, ou uma protuberância próxima ao ânus. Se existem sinais de câncer anal, geralmente indica-se um exame mais profundo, procurando por lesões no reto – inicialmente com exame digital (toque com indicador) e retossigmoidoscopia, se necessário. Sempre que possível, o médico retira pequenos pedaços da lesão (biópsia) para exame ao microscópio.

O prognóstico (chances de recuperação) e a escolha do tratamento dependem do estágio do câncer anal:
• Estágio 0 ou Carcinoma in situ: o tumor se restringe às camadas mais superficiais do ânus. Em geral, o tratamento cirúrgico é suficiente para remover toda a lesão.
• Estágio I: câncer já penetra mais profundamente, mas ainda é menor que 2 cm. O tratamento consiste em cirurgia e radioterapia com ou sem quimioterapia. Em alguns casos, recomenda-se o implante de substâncias radioativas no tecido vizinho para destruir completamente o câncer (este tratamento se chama Radioterapia Intersticial).
• Estágio II: profundo, maior que 2 cm porém ainda não se espalhou para estruturas vizinhas ou gânglios. O tratamento pode seguir as mesmas diretrizes dos estágios anteriores, havendo a possibilidade de se necessitar uma abordagem mais agressiva, até mesmo com colostomia em alguns casos.
• Estágio III: tumor acometendo gânglios na região inguinal e próximos ao reto ou estruturas vizinhas, como vagina ou bexiga. O tratamento consiste em radioterapia associada a quimioterapia. A cirurgia está sempre indicada, em geral após a radio- e quimioterapia.
• Estágio IV: tumor disseminado para locais e órgãos mais distantes do corpo. O tratamento cirúrgico, a radioterapia e a quimioterapia neste estágio estão voltados para o alívio dos sintomas causados pelo câncer.
• Recidivante: câncer retornou após ter sido tratado. A recidiva pode ocorrer no ânus ou em outra parte do corpo. A escolha da terapia a ser empregada será baseada no tratamento previamente administrado ao paciente, mas via de regra envolve novas sessões de radio- e quimioterapia.

Um bom acompanhamento após o diagnóstico e tratamento são fundamentais para manter a doença sob controle ou mesmo certificar-se da ausência de recidivas. Acima de tudo, recomenda-se sempre procurar avaliação médica especializada para qualquer alteração e realizar exames periódicos anualmente. Prevenir continua sendo o melhor remédio.


Dr. Alessandro Loiola, MD

•  Médico, especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Belo Horizonte.
•  CRMMG 30.278
•  Staff e Membro da Comissão de Ética do Hospital Nossa Senhora Aparecida, BH.
•  Membro do Conselho Consultivo Editorial de E-Biomed Brazil ( www.ebiomedbrazil.com ).
•  Membro do Health Advisory Board - P/S/L Resarch Group ( www.pslresearch.com ) para conteúdo médico-científico em websites.
•  Membro da AMIA – American Medical Informatics Association (www.amia.org).
•  Membro da SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
•  Membro do CBTMS – Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde ( www.cbmts.com.br )
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